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O Beagle, desenvolvido para a
caça em matilha, é um cão dócil, muito sociável, afável com
crianças e extremamente ativo.
Outra característica marcante da raça,
o faro muito apurado, levou à sua utilização
como cão farejador em aeroportos americanos para
evitar o contrabando de alimentos não
autorizados. A experiência iniciada em 1984, deu
tão certo que surgiu a Brigada Beagle que está
sendo implantada também no Brasil.
Por causa de seu tamanho
relativamente pequeno (o exemplar de padrão inglês
pode medir até 40 cm de altura de cernelha,
enquanto que o americano fica entre 33 e 38 cm) e
de sua pelagem curta, muitas pessoas passaram a
escolher os beagles como cães de companhia,
levadas, especialmente, pelo ar angelical
dos filhotes.
No entanto, ao contrário de muitas
raças que adaptaram-se facilmente ao sofá, o
Beagle mantém muitas de suas características de
caçador e por causa disso, adquiriram uma grande
fama quanto à sua insubordinação e
teimosa, na fase filhote. Segundo o psicólogo Stanley Coren, em seu livro "A Inteligência dos Cães"
o Beagle ocupa a 72ª posição entre as 135 raças
pesquisadas, o que sinaliza a importância de um
trabalho sério e cotidiano do dono para
conquistar a obediência desejada. Por isso, além
de paciência, disposição e pulso firme, na fase filhote, são as
qualidades essenciais para um dono de Beagle.
Justamente para orientar os donos , foi criada, na Inglaterra, a Beagle
Welfare uma entidade filantrópica
especializada em orientar proprietários de
Beagles e em recolocar exemplares em novos lares.
Mesmo no Brasil, alguns criadores sérios também
passaram a submeter os interessados em ter um
Beagle a uma espécie de questionário, que,
entre outras questões, procura determinar os hábitos
dos pretendentes e o grau de atividade do cão.
Uma atitude no Beagle, eventualmente, são os
latidos, extremamente característicos da raça (quase
um uivo) e que originalmente eram utilizados para
sinalizar a posição da caça e da matilha.
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