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O Labrador Retriever, ou simplesmente Labrador,
é originário de Newfoundland ou Terra Nova, na
costa oriental do Canadá, onde era utilizado
pelos pescadores para puxar as redes para a terra.
Para evitar que fosse confundido com outra raça
da região, o Newfoundland (bem maior e mais
pesado que o Labrador), era chamado simplesmente
de Labrador.
Das costas canadenses, foi
introduzido na Inglaterra aproximadamente em 1830,
onde, em função de seu excelente faro, ganhou
novas atividades, sendo considerado excelente
como cão de caça. É um retriever por natureza,
ou seja, atua em dupla com o homem durante as caçadas,
esperando o dono atirar na ave para depois ir
buscá-la com rapidez. O cão deve sempre entregá-la
intacta. Para cumprir sua tarefa o Labrador é
capaz de enfrentar qualquer tipo de obstáculo,
seja na terra ou na água, onde por ser um
excelente nadador, sai-se muito bem.

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Até um função de sua popularidade
crescente, muitos problemas começam a
aparecer, a maioria deles relacionados a
cruzamentos geneticamente não-recomendados.
Um dos problemas que
se nota com mais intensidade está
relacionado ao excesso de agitação dos
cães. Cães que latem demais, quebram
tudo o que encontram e chegam até mesmo
a atacar pessoas.
Ainda não foi
encontrado, cientificamente, nada que
ligue a cor do cão a possíveis desvios
de comportamento, mas de qualquer forma,
a maioria dos problemas ocorre com cães
amarelos e chocolates (ambos recessivos,
sendo o chocolate mais recessivo do que o
amarelo). Infelizmente, como cães
amarelos vendem mais e os de cor
chocolate são bem mais raros e caros,
muita gente passou a cruzá-los entre si
sem se preocupar com o temperamento - o
que causou o nascimento de Labradores
problemáticos. Portanto, o ideal ao se
pensar em adquirir um Labrador é
conhecer suas origens e a seriedade do
criador.
Segundo as recomendações
da criação, jamais se deve cruzar um
exemplar chocolate com um amarelo e nem
mesmo dois chocolates por mais de três
gerações sucessivas, ou dois amarelos
por mais de quatro, sem introduzir um
preto. (Cientificamente, essas recomendações
são decorrentes de possíveis problemas
com a despigmentação das mucosas).
Outro problema genético
que pode ser evitado pela seriedade dos
criadores é a displasia coxo-femural.
Caso vá adquirir um filhote, certifique-se
de que os pais tenham sido examinados e
que tenham sido aprovados pelas
radiografias.
Além da displasia,
a osteocondrose (mal que compromete a
cartilagem e o osso prejudicando a
articulação) também pode aparecer e
causar a chamada displasia de ombro (a
mais comum) e as de cotovelo, joelho e
calcanhar. O problema ainda é pouco
conhecido no Brasil. Há duas doenças
genéticas que atacam a visão, causando
perda progressiva até chegar à cegueira:
a Catarata, que ocorre quando o
cristalino - parte interna transparente
do olho - torna-se opaco; e a Atrofia ou
Displasia da Retina, uma degeneração
das células da retina. |
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